sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fiz as malas... toca a mudar de casa

Para alguém que consiga entrar neste blog sem que o vírus actue, venho avisar que mudei de servidor. Não estava a conseguir eliminar o virus e por isso mudei para o wordpress. O nome é parecido, so muda mesmo final. O novo blog está em
http://maecancromama.wordpress.com/
Espero por vocês :)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vírus Derrotado

Para quem tem visitado o meu blog, percebeu certamente que este tem tido alguns problemas nos ultimos tempos, nomeadamente o péssimo hábito de abrir uma segunda página que esconde o blog sempre que este é aberto.
Hoje pela primeira vez consegui abrir o blog sem que a dita página se abrisse o que poderá significar o fim do problema.
Quem visitar o meu blog, deixe por favor uma resposta a este post a confirmar se para vocês o blog está também a funcionar normalmente, para eu poder contar as ultimas novidades :)

sábado, 6 de março de 2010

6 de Março de 2010

Bem, cá estou eu mais uma vez a descupar-me pelo longo tempo sem noticias no meu blog. Não me vou desculpar de novo nem apresentar as razões porque já as sabem: é o trabalho na universidade que não me dá muito espaço de manobra!
De qualquer das formas hoje estou aqui para falar do fatídico dia que se aproxima! Dia 9 chegou mais rápido do que inicialmente parecia! É já na próxima terça-feira que a minha mãe vai ser operada e que o tumor vai finalmente ser extraido de dentro dela!
Estamos precisamente a meio gaz, a meio do caminho de toda esta luta que começou à meses e cuja pior fase talvez ainda esteja para chegar! Não tenho muito a dizer. Tenho medo? Sim, e muito! Tenho esperança? Sim, ainda mais! Ela, claro, e como tem sido costume desde que tudo isto começou, não dá mostras de fraquezas ou de qualquer tipo de receio, mas imagino o que irá na sua cabeça! Vai ser operada, a sua vida vai ser posta em perigo, vai perder parte de si, depois do tanto qur vem perdendo lentamente até agora... enfim, é inimaginavel para mim saber o que vai na sua cabeça, mas certamente mais fácil para as tantas senhoras que como ela já passaram por este momento e lêm este blog!
Na segunda tenho de ir às aulas porque tenho uma avaliação! NA terça é o dia da operação e como esta está marcada para o fim da tarde, não a poderei visitar nesse dia! Devidi portanto ir na quarta-feria a tarde de Vila Real para o Porto para a visitar, dormir por lá e regressar na quinta de manhã! Assim não perco aulas e posso visitá-la pouco tempo depois da operação!
Sei que na segunda e terça não vou estar com a cabeça por lá, mas de qualquer das formas tentarei manter-me distraido com as aulas!
Tentarei, logo que possa, colocar aqui as informações sobre como tudo correu, o mais tardar na quinta-feira à noite! Entretanto, não posso pedir mais nada que uma oração, por mais pequena que seja, de cada um de vós, para que tudo corra bem na terça-feira!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

6 de Fevereiro de 2010

Sempre ao Teu lado

Acabei de ver um filme. Quando comecei a vê-lo, já estava preparado para o que me ia acontecer. Já me conheço, já sei da moleza extrema do meu coração mas mesmo assim carreguei no play e instalei-me para a sessão. E passadas as quase duas horas de duração do filme, o que dizer? Não sei o que é mais estranho, se a quatidade de lenços molhados de lagrimas que estão amontoados ao meu lado, se as proprias lagrimas que continuam a cair teimosamente sempre que penso em alguma cena do filme.
Sempre ao teu lado é um daqueles filmes que é considerado no mundo do cinema como um produto secundário, mas desengane-se quem ouse pensar assim. Este filme tão simples, contando uma história tão básica como a relação entre um cão e o seu dono consegue ultrapassar e muito todas as grandes produções que tentam revolucionar o mundo mas que nunca conseguem tocar os nossos corações. O filme conta a história de um cão, Hachi, que vindo num comboio para ser entregue algures acaba por se perder na estação do comboio onde é encontrado por um homem (personagem interpretada por Richard Gere que o leva para casa e toma conta dele. Pois bem, a primeira parte do filme é focada no crescimento do cachorro e no estranho habito habito que desenvolveu: acompanhar o seu dono todos os dias até à estação de comboios e esperâ-lo de igual forma ao fim do dia, sempre, sem excepção. Pois claro que para me fazer chorar desta maneira, o filme prima pelas cenas dramáticas e estas surgem quando o dono morre. A partir deste dia Hachi, não percebendo o que aconteceu ao dono, continua a esperá-lo todos os dias, todo o dia, em frente à estação, durante 9 anos a fio, nunca se esquecendo de quem o acolheu, até que morre, exactamente no mesmo local, lembrando-se dos momentos que passou com o dono. Chocante e tão belo ao mesmo tempo. Eu sou sensível a estes assuntos e um filme com animais que aborde assuntos de lealdade e amor para com o dono fazem-me desidratar completamente, mas estou certo que ninguém veria este filme sem se imocionar. Já tinha visto MArley e Eu e chorei rios, mas posso afirmar que com este filme foi diferente, muito mais profundo, muito mais tocante... bem, não digo mais nada que neste momento todos me estão a chamar de lamechas isuportável.
Penso que o filme não saiu em Portugal, o que é inexplicável, mas de qualquer das formas saiu no Brasil e os nosso irmãos de lingua decidiram colocá-lo na net, com legendas para quem o quiser ver. Vou diixar aqui o trailer e o link para quem quiser ver o filme. Vejam, sinseramente. É uma lição de vida e de lealdade. Se tiverem um tempinho, comecem a ver e garato-vos que só irão parar no fim, com um monto de lenços molhados como eu tenho ao meu lado.

Filme: http://www.megavideo.com/?v=2OVXGNAX

Trailer:




Pois é, agora mudando de assunto, as férias estão a acabar e amanhã os meus pais vão levar-me a Vila Real. Acaba a boa vida e recomeça o trabalho, que se nos primeiros tempos vai ser mais brandinho, já se sabe que pouco demorará até que volte a estar afundando em trabalhos e frequências e a desesperar por mais desespero. É o ciclo natural dos estudantes. Este periódo de tempo que se aproxima será bastante tenso à medida que se aproxima a operação da minha mãe. No próprio dia em que inicio as aulas será a sua ultima sessão de quimioterpia. Contando três semanas depois, chega o dia esperado. Não há que pensar muito nisso agora, o dia há-de chegar e cá estaremos prontos para o infrentar.

Prometo que tentarei continuar a publicar estas pequenas peças da minha via ao fim-de-semana para que não me volte a afastar como aconteceu no semestre passado, mas perdoem-me se por acaso houver alguns dias em que não possa mesmo aparecer para dizer olá, lembrem-se que nesse momento poderei estar com a horripilante imagem de um cão dissecado à minha frente e com as mãos demasiado cheias de sangue para escrever no teclado :)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

2 de Fevereiro de 2010

Hoje regressamos ao porto, desta vez para uma consulta de planeamento cirurgico. O atendimento foi extremamente rápido, ao contrário do que costuma acontecer no IPO ( fantástico a todos os níveis, um pouco lento no atendimento). Pouco mais de vinte minutos depois de termos chegado fomos atedidos por um médico que a minha mãe nunca tinha acontecido mas que desconfiamos ser o próprio operador e por uma enfermeira que deram todas as informações necessárias sobre o que irá acontecer no dia da operação. Será operada no dia 9 de março durante a tarde, sendo será removido o peito onde se alojou o tumor, bem como os ganglios existentes debaixo do braço. Na verdade nada do que nos foi dito foi novidade, excepto a confirmação da data da operação. Nessa época estarei em plena época de aulas e ainda não sei ao certo o que irei fazer. Talvez falta à universidade nesse dia, ou apenas no dia seguinta para a visitar... ainda falta algum tempo e poderei decidir depois. O importante é que a meta esté traçada e faltando apenas uma sessão de quimioterapia (será segunda-feira, dia do meu regresso a Vila Real) há um sensação de caminhar para um momento importante para o qual nos temos vindo a preparar ao longo de todos estes meses.

Depois da consulta encontramo-nos com uma colega minha da universidade e com a sua mãe e fomos visitar uma loja de trajes. E sim, já comprei o meu!!! Que sensaçao estranhíssima quando o vesti e me olhei ao espelho. O traje em si é bastante confortável e assenta bem no corpo e a capa característica de Vila Real dá um toque peculiar ao conjunto. Quando me olhei ao espelho tive a sensação de estar a olhar em retrospectiva para as minhas praxes e percebi o porquê de nós caloiros termos tanto medo dos nossos doutores no primeiro dia: de facto tive a sensação de estar a olhar para uma pessoa bem mais velha e assutadora do que realmente sou. Como disse o meu tio "Agora metes respeiro" :). De qualquer das formas só me poderei trajar oficialmente em Maio e espero que nem todos me vão ver como a minha irmã que afirmou que eu eu parecia o conde drácula quando vesti a capa à sua frente.

As férias caminham a passos largos para o seu fim e a boa vida está prestes a terminar... mas cá para nós, sem que ninguém nos ouça... já estou farto de não fazer nada, está na hora de voltar ao trabalho :O

Ja agora, encontrei a opção de colocar uma sondagem no blog e decidi experimentar. É uma questão um pouco repetitiva, mas é só para experimentar o programa e para saber a vossa opinião. Podem votar na barra lateral esquerda do Blog.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os meus dois "Filhos"


Como é raro uma situação destas (devido ao relacionamente algo conflituoso entre os dois) não poderia deixar de postar esta foto rara em que o Lucky (o mais pequeno) deixou momentaneamente o seu pai Rex em paz e este último permitiu que o filho se deitasse perto dele ;)
Ora digam lá se não são dois amores!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

29 de Janeiro de 2010

Sim passei a Anatomia!!!!!
Queria apenas deixar aqui a minha alegria em ter conseguido terminar todas as desciplinas de primeiro semestre!!!!! Viva!!!!

sábado, 23 de janeiro de 2010

23 de Janeiro de 2010

Ontem foi finalmente o meu exâme de anatomia. Milhares de noites mal dormidas e de dias de puro pânico, lá chegou finalmente o dia do grande exame. E depois de o fazer nem sei como o avaliar. Não era muito difícil, tb não sendo dado. Correu-me bem e consegui fazer tudo, mas não faço prognosticos para não ter surpresas desagradáveis. Veremos ao longo da proxima semana o meu resultado.
A minha mãe teve a penultima sessão de quimioterapia na última segunda-feira. Como tem sido hábito, teve mais consequencias do que as sessões da primeira fase. Indisposição constante, calores que mais parecem proprios da menopausa, pele a descascar... diz até que tem as unhas tão frageis que parecem prestes a cair. É sempre desagradável vê-la a passar por tudo isto, mas para todos os efeitos sabiamos desde o início que faria parte do processo e que até teve muita sorte em os efeitos não se terem manifestado de forma mais intensa nas primeiras sessões.
Na próxima segunda-feria dia 2 de Fevereiro terá de voltar ao IPO, desta vez para realizar alguns exames e ter duas consultas: uma para falar sobre a radioterapia que iniciará em breve para tratar o braço e outra para falar sobre a operação, pós-operatória e talvez para revelarem finalmente se o peito será retirado ou não. Apesar de não o dizer sei que é o seu maio medo. Vermos qual a opinião dos médicos.
Nesse dia vou aproveitar para dar uma volta pela cidade e visitar algumas lojas de trajes académicos. Lá para maio irei trajar pela primeira vez e comprar o traje nesta altura sai muito mais barato. Eu ainda nem sequer pensava nisso, mas uma colega aconcelhou-me e de facto é melhor tentar comprâ-lo- Ainda não me imagino vestido de negro e apesar de andar na universidade por vezes esqueço-me e ainda olho para quem traja como alguém muito mais velho e experiente do que eu. Mentira, dado que tal como eles já atingi o nivel de maturidade e conhecimento que me permitem vestir-me a rigor.
E pronto, agora há que aproveitar as duas semanas de férias que me restam antes do inicio do 2.º semestre enquanto agurado para saber se passei a Anatomia, ficando assim com todas as disciplinas de 1.º ano feitas...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

12 de Janeiro de 2009


Boas novas para a família Damásio! De facto, acaba de chegar um novo membro. A minha prima Sofia deu ontem à luz a sua primeira filha, a Helena. Uma óptima notícia nesta altura em que são tão necessárias!
Parabéns aos papás!











De resto, cá continuo com o meu estudo intensivo e exaustivo de Anatomia para o exame de dia 22 (cá entre nós, nunca mais chega o dia! Estou farto e saturado de estudar :)). No último fim-de-semana o nevão que afectou todo o país foi particularmente sentido na minha aldeia, e apesar de não podermos ter ido ao circo como tínhamos previsto, deu para brincar um pouco na neve e acalmar a vontade de divertimento da minha irmã.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

8 de Janeiro de 2010

A minha mãe voltou hoje ao IPO do porto. Infelizmente não pude ir também porque ando às voltas com o estudo para um exame e o tempo começa a faltar para estudar tudo.
Hoje teve uma nova consulta de grupo, a primeira depois da última que teve em Setembro. Já suspeitava que depois de meses de tratamentos, finalmente houvesse resultados e acertei. Depois da reunião entre os especialistas, foi-lhe revelado que será operada na segunda semana de Março. A quimioterapia deu resultados, o tumor regrediu o seu tamanho de forma muito evidente e depois de mais duas sessões de quimioterapia estão reunidas as condições para se realizar a operação. Não se falou se a operação será unicamente uma remoção do que resta do tumor ou se a mama terá mesmo de ser removida, mas penso que por razões de segurança será esta última a situação a ocorrer. Entretanto terá também de realizar brevemente radioterapia ao ombro, que aliás, já está quase bom, dado que já consegue realizar quase a totalidade de movimentos, exceptuando o levantar o braço acima da linha do peito. E pronto, a operação será o próximo grande passo, e de certa forma o mais aguardado desde o início de toda esta história. No fundo será ela que revelará se todos os tratamentos realizados até então tiveram ou não o efeito desejado. Será que a quimioterapia funcionou em pleno e o tumor se deixou dominar pela quimioterapia? Ou será que após a sua remoção se virá a descobrir que nada está ganho e que ainda há um longo caminho a percorrer até que o tumor e as suas raízes sejam definitivamente destruídos? Tudo isto só na devida altura se saberá.

Tal como disse ando às voltas com o estudo para um exame! E de quê? De ANATOMIA! É um horror tanto nome para saber, todo o corpinho do pobre animal na ponta da língua... enfim, pelo menos ainda tenho duas semanas para estudar para dia 22 me apresentar em frente à folha e mostrar o que aprendi. Espero que todo o estudo valha a pena e não v+a deixar só esta disciplina em atraso.

A minha irmã chegou a casa toda entusiasmada com quatro bilhetes para um circo e claro que exige que a acompanhemos amanhã. Foram-lhe oferecidos pela escola. Ainda não decidimos, mas talvez amanhã seja uma boa noite para ver palhaços, espectáculo esse que na verdade já não vejo à tanto tempo...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

7 de Janeiro de 2010

Sorriso: quão forte pode ser este gesto e que sentimentos pode despertar em quem o vê e em quem o faz? Hoje, em vez dos habituais posts, decidi deixar este poema que encontrei na Internet, de um autor desconhecido, mas que no fundo retrata quase tudo o que eu penso sobre o sorriso. Pode ser que muitos não entendam o que estou a tentar transmitir com ele, mas quem passa ou passou pelo que eu e a minha família estamos a passar, entenderão sem dúvida cada palavra...

"Um sorriso não custa nada e cria muito...

Dura um só momento, mas sua lembrança perdura por toda uma vida...

Não se pode comprá-lo, pedi-lo emprestado ou roubá-lo...


E não tem utilidade enquanto não é dado!

Por isso, se no teu caminho encontrares alguém cansado demais para dar um sorriso, deixa-lhe o teu, com optimismo...

Pois ninguém precisa tanto de um sorriso quanto aquele que não tem mais sorrisos para oferecer...

E agora? Vamos sorrir um pouco?"

E para completar uma musiquinha das minhas favoritas, também ela falando do sorriso




sábado, 2 de janeiro de 2010

Restrição do Blog

Estou a tentar criar um restrição ao blog para que apenas as pessoas escolhidas por mim possam aceder à pagina e ver os posts. Claro está que todos os meus visitantes habituais estarão entre os seleccionados e é por isso mesmo que peço a todos que me enviem o vosso e-mail para que vos possa adicionar à minha lista de pessoas aceites.
Enviei para ruialvites@gmail.com e adicionarei de imediato :)
Obrigado

Regresso - 2 de Janeiro de 2010


Pois é, como prometido voltei. Tenho de pedir mais uma vez desculpa por me ter ausentado durante tanto tempo sem ter explicado nada a ninguém mas o importante agora é que vou tentar retomar a velha rotina do blog com as minhas escritas diárias (ou semanais quando regressar à faculdade).
Já estamos em 2010. Parece que foi ontem que comecei este blog e já lá vão quase 8 meses. Passou-se tanta coisa neste espaço de tempo... muitas delas são do vosso conhecimento dado que as expus sucintamente neste blog desde junho até Outubro, ficando nas sombras tudo o que se passou desde então até hoje. É muito difícil contar tudo de uma vez porque os promenores são em demasia. No entanto tenarei resumir os aspectos mais importantes e contarei o resto à media que for escrevendo noutros dias e os assunto assim o exija.
Comecemos então pelo assunto central deste blog: a minha mãe. Como sabem, quando deixei de escrever andava ela a viver as horrendas sessões de quimioterapia e a sofrer com as respectivas consequencias: a perda do cabelo, as alterações hormonais, aumento de peso, mudanças de humor, fadiga quase permanente... um sem fim de situações que se prelongaram ao longo destes meses que nao os expus. Entrentato mudou de tratamento, supostamente para um menos agressivo mas que pelois vistos também tem algumas consequencias negativas a longo prazo, ao contrário do inicial cujos resultados nefastos eram imediatos. A maior parte destas informações foi-me, infelizmente, passada pelo telefone. Estar longe dela nestes momentos tem sido o mais dificil para mim. A habituação a Vila Real e a rotica fatigante do curso que não me deixa muito tempo para pensar em mais nada acaba por tornar suportável a saudade de casa e da família, mas não saber o que se passar com ela, não poder estar presente na quimioterpia e ouvir os efeitos de que padece sem poder sequer dar um carinho reconfortante pessoalmente é muito difícil de suporatar. No passado dia 28 fui com ela ao Porto e acompanhei-a durante a quimioterapia. Foi estranho voltar àquele hospital e reviver a doença que se respira em todos os corredores, mas pretenco acompanhá-la nas próximas duas sessões que se realizarão em Janeiro (estou de férias até dia 8 de Fevereiro :)). Tal como disse faltam duas sessões de quimioterapia antes da nova consulta de grupo para averiguar o que se fazer de seguida. O tumor diminui de tamanho de forma incrivel. Está tão pequeno que numa consulta que fez a algumas semana lhe perguntaram se já tinha sido operada. Não sei o que segnifica esta diminuição mas creio que será bom. Veremos o que virá a seguir.
A restante família... penso estar tudo na mesma. Está tudo bem com o meu pai e com a minha irmã e tirando o estado acamado da minha avó desde a fatídica queda, tudo caminha nos conformes.
Quanto a mim... bem já terminei o primeiro semestre da faculdade e nem me apercebi disso. Foi de facto muito cansativo. Depois das praxes, chegou o peso do estudo que me ocupou cada segundo livre e me obrigou a uma quantas noites mal dormidas. Mas apesar de tudo não correu mal e apesar de ainda não saber a nota de algumas frequencias que fiz na ultima semana, penso ter passado a todas as cadeiras. Terei apenas um exame de anatomia dia 22 de janeiro que decidi fazer deivo à falta de preparação que senti no dia da frequencia. Estou a adorar o curso e não vejo a hora de pertir para disciplinas mais práticas, dado que até agora tem sido bastante teórico devido às disciplinas base.
Depois de três meses cansativos, o natal foi uma época bem-vinda. Este ano recebemos as minhas tias e a minha prima mais nova vindas de frança. A conçoada e a passagem de ano foi vivida com ambiente familiar e sob uma reconfortante queda de neve que nos visitou muitas vezes nas ultimas semanas. Mas como tudo o que é com acaba depressa, as férias estão a acabar e a rotina prepara-se para se instalar á na próxima segunda-feira.
E pronto, entre tantas coisas para contar, foi disto que me lembrei: Haverá certamente muitos outros promenores, mas nestes momentos nunca nos lembramos de tudo. De resto, promero recomeçar a minha jornada neste blog e contar tudo o que de relevante se vai passando na minha vida e com a minha mãe, tal como prometi quando criei nesta página.
Por fim, e como não tive oportunidade para o fazer:
Um óptimo 2010 para todos!







quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz natal

Cada vez me surpreendo mais com a quantidade de pessoas queridas que visita o meu blog, mesmo depois da ausência que mostrei nos últimos tempos. Obrigado a todos.
Pois bem, é verdade que já a algum tempo que não escrevo devido ao trabalho intenso que tenho tido e a um ou outra situação que me tem impedido de cá vir, mas o meu regresso fica desde já agendado para dia 1 de Janeiro. A partir daí prometo voltar ao activo e escrever sempre que possível as novidades que vão aparecendo.
Por enquanto resta-me desejar um óptimo natal para todos e que o novo ano apenas vos traga o equivalente à bondade e boa-vontade que demostram na vossa vida!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Olá!
Percebo o facto de todas estarem preocupadas com a minha ausência mas não se preocupem que não se passa nada de muito grave.
Já mandei vários e-mails a algumas visitantes do blog (nomeadamente e isalenca) mas penso que ela não os deve ter recebido porque não repondeu e não atendeu ao pedido que lhe fiz. Penso que o problema residirá no facto de ter enviado a mensagem via blog o que poderá ter tido alguma falha. Peço portanto à isalenca que coloque aqui o seu mail para eu poder contactar com ela e assim poder-lhe explicar o que se passa (e pedir-lhe amavelmente que depois explique às restantes visitantes a situação).
Os melhores cumprimentos para todas :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

30 de Outubro de 2009

O tempo… ai o tempo. Não se será um mal inerente a toda a humanidade, mas o facto é que para mim, o tempo é tão fugaz que é irritante tentar organizar seja lá o que for que necessite de algum empenho prolongado. Sempre foi assim: exceptuando períodos de férias em que o tempo chega para tudo porque não há horários a cumprir, nas restantes alturas do ano ando quase sempre aflito com a falta de tempo em confronto com as mil e uma tarefas para cumprir.
Quem já passou pela universidade sabe que a partir de uma determinada data, as frequências, mais os trabalhos, mais os relatórios, mais os trabalhos de casa e mais uma ou duas actividades que sempre surgem pelo meio são tantos que é desesperante tentar resolver tudo de uma vez. Ao longo da semana é tudo demasiado rápido. As aulas duram de manhã à noite e quando se chega a casa está-se geralmente demasiado cansado para fazer seja o que for. Isto aliado às praches que teimam em não acabar (apesar de menos intensas) faz com que quase tudo seja empurrado para o fim-de-semana onde pensamos sempre ter mais tempo do que aquele que realmente temos.
O fim-de-semana são dois dias. Quando penso nestes dois pequenos momentos de prazer, associo ao regresso a casa, ao estar com a família, ao descansar… tudo ideia erradas. Os fins-de-semana são agora passados a estudar e a realizar trabalhos atrasados, e o tempo para estar com a família é pouco ou nenhum. Com tudo isto, penso ser fácil perceber o porquê de quase não ter tempo para escrever no meu blog. Há muitas coisas para contar, mas é-me quase impossível fazê-lo sem que com isso comprometa qualquer outra tarefa que tenha agendada.
Estar em Vila Real começa a ser suportável. Ainda não consigo chegar ao meu quarto e sentir-me em casa, mas com uma diminuição abrupta do ritmo das praches ( segundo os doutores, temporária) já consigo ir para a universidade sem suores frios e expectativa em relação às humilhações a sofrer. Os telefonemas para casa continuam a ser diários e tão cedo não mudarão, porque de facto esses momentos em que contacto com a família são os únicos em que me sinto verdadeiramente bem ao longo do dia.
A minha mãe continua igual. Teve mais uma sessão de quimioterapia e infelizmente, ao contrário do que aconteceu na primeira sessão, sofre bastante nos dois dias seguintes. De qualquer das formas continua a enfrentar a doença de forma directa e nunca pensa em desistir.
A minha avó regressou ontem a casa. Continua de cama porque a bacia, mesmo depois da operação, ainda não lhe permite andar. Tememos que esta condição se torne permanente, mas de qualquer das formas é bom tê-la de volta a casa. Já não a via há 3 semanas e será bom revê-la amanhã.
Este fim-de-semana são os Santos em Chaves! Adoraria passar por lá, dar uma volta pelas tendas, quem sabe andar em algum carrocel e até rever alguns amigos que por á deixei do ano passado… mas infelizmente, mais uma vez tenho o fim-de-semana tão sobrecarregado que será quase impossível sair de casa.
O natal está longe… só a 18 de Dezembro terei férias… entretanto lá vou matando o corpo á medida que o cansaço se apodera de mim. Nada que não se aguente. É caso para dizer: Bem vindo à universidade.

30 de Outubro de 2009

O tempo… ai o tempo. Não se será um mal inerente a toda a humanidade, mas o facto é que para mim, o tempo é tão fugaz que é irritante tentar organizar seja lá o que for que necessite de algum empenho prolongado. Sempre foi assim: exceptuando períodos de férias em que o tempo chega para tudo porque não há horários a cumprir, nas restantes alturas do ano ando quase sempre aflito com a falta de tempo em confronto com as mil e uma tarefas para cumprir.
Quem já passou pela universidade sabe que a partir de uma determinada data, as frequências, mais os trabalhos, mais os relatórios, mais os trabalhos de casa e mais uma ou duas actividades que sempre surgem pelo meio são tantos que é desesperante tentar resolver tudo de uma vez. Ao longo da semana é tudo demasiado rápido. As aulas duram de manhã à noite e quando se chega a casa está-se geralmente demasiado cansado para fazer seja o que for. Isto aliado às praches que teimam em não acabar (apesar de menos intensas) faz com que quase tudo seja empurrado para o fim-de-semana onde pensamos sempre ter mais tempo do que aquele que realmente temos.
O fim-de-semana são dois dias. Quando penso nestes dois pequenos momentos de prazer, associo ao regresso a casa, ao estar com a família, ao descansar… tudo ideia erradas. Os fins-de-semana são agora passados a estudar e a realizar trabalhos atrasados, e o tempo para estar com a família é pouco ou nenhum. Com tudo isto, penso ser fácil perceber o porquê de quase não ter tempo para escrever no meu blog. Há muitas coisas para contar, mas é-me quase impossível fazê-lo sem que com isso comprometa qualquer outra tarefa que tenha agendada.
Estar em Vila Real começa a ser suportável. Ainda não consigo chegar ao meu quarto e sentir-me em casa, mas com uma diminuição abrupta do ritmo das praches ( segundo os doutores, temporária) já consigo ir para a universidade sem suores frios e expectativa em relação às humilhações a sofrer. Os telefonemas para casa continuam a ser diários e tão cedo não mudarão, porque de facto esses momentos em que contacto com a família são os únicos em que me sinto verdadeiramente bem ao longo do dia.
A minha mãe continua igual. Teve mais uma sessão de quimioterapia e infelizmente, ao contrário do que aconteceu na primeira sessão, sofre bastante nos dois dias seguintes. De qualquer das formas continua a enfrentar a doença de forma directa e nunca pensa em desistir.
A minha avó regressou ontem a casa. Continua de cama porque a bacia, mesmo depois da operação, ainda não lhe permite andar. Tememos que esta condição se torne permanente, mas de qualquer das formas é bom tê-la de volta a casa. Já não a via há 3 semanas e será bom revê-la amanhã.
Este fim-de-semana são os Santos em Chaves! Adoraria passar por lá, dar uma volta pelas tendas, quem sabe andar em algum carrocel e até rever alguns amigos que por á deixei do ano passado… mas infelizmente, mais uma vez tenho o fim-de-semana tão sobrecarregado que será quase impossível sair de casa.
O natal está longe… só a 18 de Dezembro terei férias… entretanto lá vou matando o corpo á medida que o cansaço se apodera de mim. Nada que não se aguente. É caso para dizer: Bem vindo à universidade.

sábado, 17 de outubro de 2009

17 de Outubro de 2009

Peço desculpa pela falta de notícias mas o meu tempo tem sido pouco e a disposição também.
A minha avó voltou a cair e desta vez partiu a bacia. Está no hospital desde quarta-feira.
Não sei que contar mais. Está tudo na mesma, a minha mãe está bem, o resto da família também. Eu lá continuo com a porcaria das minhas praxes e com a minha disposição de moribundo.
Estou demasiado revoltado com a vida e com os azares que tem trazido à minha família. Quero descançar de tudo isto, meter-me num sítio onde possa ficar durante muito tempo sem ver, ouvir ou fazer nada, só para descançar a cabeça dos problemas e preocupações que me acompanham todos os dias.
Mais uma vez obrigado a todos aqueles que todas as semanas pessam pelo blog para dar algum apoio.
Passarei de novo quando estiver mais bem disposto para continuar com a descrição da minha enfadonha vida.

domingo, 4 de outubro de 2009

4 de Outubro de 2009

A distancia é algo muito duro e todos sentimos os seus efeitos mais cedo ou mais tarde. É como um muro intransponível que se cria entre nós e aqueles que mais gostamos e que sabemos que não podemos ultrapassar. Telefonemas, fotografias, tudo serve para tentar amenizar os seus efeitos, mas a verdade é que por mais que queiramos, há sempre um bichinho que remói o nosso interior e que só acalma no momento em que finalmente podemos voltar a casa, mesmo que a visita pareça sempre demasiado curta.

A segunda semana longe de casa, pensei eu, seria mais fácil de suportar que a primeira. Grande engano. As praxes continuam em cima de mim em grande peso. Os doutores continuam com fome de caloiros e os disparates, situações estúpidas e brincadeiras sem sentido são mais que muita. Nós, caloiros, estamos a atingir o nosso limite. Não podemos estudar, não temos tempo para tratar dos nossos assuntos pessoais… enfim, se isto são as praxes de que tanto se fala, então o meu espírito académico é muito baixo, porque não consigo sentir qualquer excitação ao participar nelas. O pior no meio disto tudo são as saudade de casa. E sinto muitas. Enquanto de dia ando empenhado em todo o frenesim de aulas e praxes, consigo esquecer um pouco esse sentimento, mas quando chego a casa à noite e entro no meu quarto, o facto de estar sozinho, longe de tudo o que conhecia, sem ninguém para me receber, para me dizer boa-noite, tudo isso me deixa triste e sem vontade de continuar. A minha mãe teve quimioterapia na terça-feira e à noite, quando falei com ela, estava muito abalada porque supostamente foi mal recebida e tratada por uma médica no IPO e foi a chorar que me disse que lhe faço falta nestes momentos. Para quem está com todo estes abalos emocionais, ouvir algo assim não é fácil. Simplesmente não tenho cabeça para suportar as praxes neste momento. Ouvir insultos, servir de carrasco a meia dúzia de indivíduos dementes e estar preocupado com o que se passa em casa ao mesmo tempo não é possível. Já pensei em desistir… já pensei em contar a minha situação a um doutor… não sei o que hei-de fazer. Esta semana foi a semana das barraquinhas, o que traduzido significa a primeira semana de bebedeiras da universidade. Todos os meus colegas de curso (ou grande parte deles) apanharam grandes bebedeiras e regozijam-se disso. Para mim é estranho e até incomodo porque não estou habituado a um ambiente deste tipo nem me ínsito de forma alguma nele. Bebi um mini apenas para não desagradar a quem ma ofereceu e tive de ajudar duas colegas embriagadas a chegar a casa. Saber que será este o ambiente em que me vou entregar nos próximos seis anos é algo constrangedor. É um facto, sinto-me deslocado, num sitio que mal conheço, com pessoas a quem ainda não posso chamar amigos, longe da minha antiga vida.

Passei o fim-de-semana a estudar porque não tenho tempo ao longo da semana. Hoje a minha irmã chegou ao meu quarto e começou a chorar a dizer que tem saudades minhas e que não quer que eu vá embora. Quer que eu fique em casa todos os dias como fazia entes. É demais. Como posso ter coragem para ir embora na terça-feira? Como posso ter força para sair do conforto do lar, deixar a minha mãe doente para trás, dizer adeus à minha irmã, meter-me num quarto que não é meu e enfrentar as bestas que são os doutores e as suas estúpidas praxes?

Perguntas que têm uma única resposta: sendo forte. Mas estou numa daquelas épocas em que toda a força se escapou de mim….

sábado, 26 de setembro de 2009

26 de Setembro de 2009

Aqui estou, de regresso depois da minha 1.ª semana de caloiro em Vila Real. Tinha prometido que só escreveria hoje se não tivesse internet em Vila Real. Mas a verdade é que tinha de facto internet em Vila Real mas não a utilizei uma única vez ao longo de toda a semana. E isto porquê? Porque não tive tempo algum para tal coisa.
As praxes foram bastante difíceis de aguentar, principalmente no 1.º dia. Foi horrível. Levantar-me sozinho numa cidade desconhecida, chegar a um local onde nunca entrara, dar de cara com gente nova que começa a grita comigo obrigando-me a ajoelhar-me em frente deles sem perceber muito bem porquê foi uma experiencia difícil de aguentar. Posso dizer sem mentir que no 1.º dia fui a pessoa mais praxada de entre todos os colegas. Foi-me colocada uma fita na cabeça e passei a ser o caloiro Rambo. A partir daí passei o dia a rastejar no chão, a gritar ordens de guerra entre outras pérolas. É difícil para quem ouve perceber como nos sentimos mal num dia assim, mesmo que contado pareçam coisas simples e fáceis de realizar. Quando cheguei ao meu quarto nessa noite só pensava em desistir de tudo. Ao longo da semana as coisas foram melhorando. Na terça-feira tivemos o nosso despique musical contra outro curso e ficamos empatados. Na quarta tivemos uma aula fantasma (uma professora falsa tratou-nos abaixo de cão e exigiu que comprássemos microscópios individuais perante a nossa cara de choque) e também a praxe suja (horrível. Fomos cobertos por milhares de líquidos estranhos como leite, iogurtes, óleo, azeite, vinagre, ketchup, arroz, ovos e muitas outras coisas que nem sei identificar. Quase entupi a canalização nessa noite ao tomar banho) e quinta-feira tivemos uma especial de serenata na cidade, o que foi a experiencia mais agradável até agora. Sexta não houve praxe. Não quer dizer que ao longo da semana os doutores tenham baixado a guarda ou que tenhamos sofrido menos. Simplesmente habituei-me ao estilo das praxes, percebi qual o objectivo e deixei de ter tanta vergonha ao fazer o que me mandam. Passamos os dias inteiros com os doutores: desde as oito da manhã à meia-noite (ou depois disso). Almoçamos e jantamos juntos e no fim das praxes somos acompanhados a casa. O bom no meio disto tudo é que apenas em cinco dias já se criaram amizades entre os caloiros que de outra forma nunca apareceriam. Já conheço todos os meus colegas, apesar de ainda não saber todos os nomes. Soube-me divinalmente chegar a casa ontem, rever os meus pais e a minha irmã e dormir na minha cama de novo. Pena é que Sábado tenha passado tão rápido e só me reste mais um dia antes de regressar a Vila Real.
Tenho telefonado todos os dias à minha mãe antes de dormir, geralmente muito tarde e por isso tenho-me mantido a par das novidades. Já colocou a peruca ontem, pelo que quando cheguei a casa já a vi de visual renovado. E fiquei surpreendido: a peruca é de facto idêntica ao cabelo original e se não soubesse de antemão o que iria encontrar, poderia facilmente ter confundido com um novo corte de cabelo. Ela afirma sentir-se um pouco apertada com a peruca na cabeça, mas está a reagir bem à mudança, tal como tem reagido a tudo. Agora que tem o cateter colocado (também foi colocado ontem) terá outra sessão de quimioterapia dia 29. Pelos vistos o braço tem-lhe doido muito menos e sentiu o tumor na mama diminuir consideravelmente. Claro que só a opinião do médico poderá dizer alguma coisa mas eu estranho uma diminuição perceptível tão rápida. Quem sabe o tratamento esteja a ter um efeito muito bom e o tumor reduza o tamanho mais rápido do que se espera.
De resto tudo está na mesma. Todos os vizinhos e amigos me perguntaram como se passou a semana de praxe e a minha irmã, afirmando ter tido muitas saudades não me largou um minuto. A minha avó melhorou bastante e voltou ao seu estado normal antes da queda.
A vida corre normalmente e até já me parece normal estar a seleccionar as calças mais sujas que tenho no armário para segunda levar para as praxes.