Mais uma vez obrigado à enfermeira Carla!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Mais uma vez obrigado à enfermeira Carla!
domingo, 9 de agosto de 2009
Dia 09 de Agosto de 2009
Há quem diga que um azar nunca vem só, e eu acredito. O meu cão, o Rex, partiu uma pata. Ou pelo menos assim parece. Chegou a casa a mancar, não consegue pousar a pata no chão e esta parece balouçar quando ele está de pé. É
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
07 de Agosto de 2009
O dia de hoje acabou por ser completamente oposto aquilo que imaginei. A consulta de grupo foi um fracasso e uma total perda de tempo. Ainda não nada do que vamos fazer nos próximos tempos porque não nos foi explicado nada. Confusas? Passo a explicar.
Ao chegar ao porto a minha mãe teve de fazer um electrocardiograma que já estava marcado. Não demorou mais de dez minutos. Chegamos à clínica da mama antes da hora mas fomos atendidos de imediato. Entramos para as salas de espera interiores cerca de quinze minutos antes da hora marcada. Tal de nada serviu, dado que esperamos cerca de duas horas para entrar na consulta de grupo (é desesperante esperar tanto tempo. Sei que é comum nos hospitais, mas de qualquer das formas é irritante esperar sem saber se é normal ou se ouve algum problema e simplesmente se esqueceram de nós). Finalmente fomos chamados e entramos na sala das consultas de grupo. Esperamos alguns minutos (intensos e de grande expectativa) e finalmente uma médica entra nada sala. E ao invés de nos dizer, como esperávamos, os procedimentos que iríamos seguir para tratar do cancro, disse-nos o seguinte:
“Esse braço está muito mau. Queríamos começar radioterapia localizada no ombro mas temos receio de o partir ao retirar as células tumorais (pelo que percebi a pequena metástase está a servir de suporte ao ombro (?)). Terá de marcar uma consulta com o ortopedista para que ele dê o seu parecer e aì terá uma nova consulta de grupo. Até lá, nada de mexer esse ombro”.
Neste momento já imperava algum descontentamento mas o pior estava para vir. Primeiro tivemos de esperar mais uma hora pelos exames que a enfermeira nos trouxe. De seguida, tentativa de marcar a consulta com o ortopedista, ouvi-mos a seguinte frase por parte da funcionária:
“Só terá consulta para 7 de Setembro. O ortopedista está de férias”
7 DE SETEMBRO? ORTOPEDISTA DE FÉRIAS? Mas o que é isto? Falta um mês para essa data. Não podemos esperar um mês para ter uma consulta no ortopedista, principalmente depois de a médica ter especificado que a consulta era urgente. E que é isto de o ortopedista estar de férias? Só há um ortopedista no IPO? Ridículo, simplesmente despropositado e ridículo.
A funcionária propôs-se a tentar marcar para uma data anterior mas não mostrou grande esperança. E lá voltamos de novo para casa, como pouco ou nada resolvido, a não ser a revolta perante aquilo que nos está acontecer. O cancro da minha mãe, tendo dado origem a metástases, está numa fase avançada. Esperar mais um mês poderá não ter qualquer consequência mas poderá dar origem a novas metástases ou complicações maiores. Há milhares de pessoas com problemas no IPO, eu sei, mas não posso deixar de me sentir revoltado com tudo isto. E o sentimento de incapacidade é demasiado forte.
A prima de minha mãe que conhece um médico no IPO prometeu falar com ele para tentar acelerar as coisas. É a chamada “cunha”. Pessoalmente não gosto de cunhas, considero-as o símbolo da imoralidade social, mas nestas alturas temos de nos agarrar a tudo o que houver para ultrapassar as situações. Espero que o médico consiga fazer algo porque esperar um mês pela consulta será mau de mais.
Amanhã tenho um casamento para fazer (a parte musical, claro) e não estou nem um pouco com disposição para tal. Terei de ir, claro, mas a minha cabeça está demasiado cheia de assuntos mais importantes e sei que não estarei concentrado no meu serviço.
Alguém perguntou num comentário o nome da minha mãe. Chama-se Lucília Duarte Damásio.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
06 de Agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
04 de Agosto de 2009
Hoje passei grande parte do dia em frente ao computador a tentar descobrir informações sobre o cancro ósseo originado por metastização. Fiquei preocupado quando descobri (ou pelo menos foi isso que percebi) que este tipo de cancro é incurável e que o seu tratamento pode unicamente ser paliativo e continuo ao longo da vida. Como por vezes estas informações são difíceis de entender e de interpretar devido à linguagem demasiado técnica utilizada por quem a expõe, quem melhor do que já passou por estes problemas para me explicar?
Há alguma das queridas visitantes do meu blog que tenha tido metástases ósseas? Gostaria de saber se o tratamento nestes casos foi possível e se sim, que técnicas foram utilizadas.
De resto não tenho mais nada a falar sobre o meu dia. Banal. Amanhã vou a chaves para ter a minha primeira aula de condução na cidade e para comprar um presente para a minha mãe, tarefa difícil dado que não faço a mínima ideia do que irei comprar.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
03 de Agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
02 de Agosto de 2009
É tarde, bastante tarde até. Já é de madrugada e decidi passar pelo blog para contar o que se passou nestes dois dias em que me mantive ausente da blogosfera.
Como já havia referido este foi o fim-de-semana da festa da minha aldeia. No sábado, devido a compromissos profissionais (tive de actuar eu próprio noutra festa) não pude estar presente mas hoje fiz questão de assistir/participar em todas as actividades da festa.
Esta festa é típica e igual a tantas outras pelo país fora. Missa, procissão constituída por dezenas de andores e uma banda que a acompanha, durante a tarde algumas actividades lúdicas como rancho e chegas de bois (esta última dispenso e continuo sem perceber qual a diversão aqui encontrada, mas cada um sabe o que gosta de ver) e mais uma actuação da banda musical. Por fim, há o característico bailarico de verão onde todos dançam, desde o menino de tenra idade até à senhora idosa que em dias normais não ousaria sequer levantar um pé do chão. São de facto dias divertidos e diferentes numa aldeia destas onde pouco ou nada de novo acontece. De facto, fartei-me de dançar. Não dava um pé de dança desde o baile de finalista (e parece que já foi há tanto tempo. Foi no dia 5 de Junho, há quase dois meses) e hoje decidi desforrar. Só tive muita pena de não poder dançar com a minha mãe. Todos os anos dançava com ela, nem que fosse uma só música. Este ano, como não pode mexer o braço, não foi possível. Mas já prometi a mim mesmo que para o ano iremos desforrar.
Este fim-de-semana ficou também marcado pela chegada de todos ou quase todos os emigrantes da aldeia. Vindos de todas as partes do mundo chegam nos dias das festividades e mantêm-se até ao fim do mês. Chegaram também a minha tia Arlete e os meus Padrinhos. A família está quase toda reunida.
Como não podia deixar de ser, a chegada de todos estes emigrantes representa uma nova enchente de questões e sobre o estado de saúde da minha mãe, sendo que a frase característica agora é “Já me tinham contado, mas eu nem quis acreditar sem confirmar primeiro”. Enfim, é algo a que temos de nos habituar porque será constante até que este pesadelo termine.
É tarde, muito tarde e eu estou tremendamente cansado e com vontade de dormir. Hoje foi um dia de extremos. Esqueceram-se os problemas e viveram-se os momentos da forma mais intensa possível. Amanhã regressamos ao mundo real. Tenho de começar imediatamente a organizar a festa de aniversário porque só tenho três dias antes do aniversário da minha mãe.